Indicadores de Processos Assistenciais

  • Densidade de Incidência de Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) na UTI Adulto

    A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é uma infecção relacionada à assistência à saúde e uma das mais frequentes adquiridas nas Unidades de Terapia Intensiva. A prevenção pode reduzir o número de pacientes acometidos por esta infecção e, com isso, reduzir o uso de antibióticos, reduzir o tempo de permanência destes pacientes no hospital e reduzir a mortalidade relacionada a esta complicação infecciosa.

    A PAV é um processo infeccioso do parênquima pulmonar em pacientes sob ventilação mecânica por pelo menos 48 horas.

    O que estamos mensurando?

    Estamos mensurando a incidência de PAV na UTI Adulto do Hospital Paulistano.

    Fórmula para cálculo:

    Nº de Pneumonias associadas a VM x 1000 nº de dias de VM (VM/DIA)

    * DI: Densidade de incidência de infecção

    Por que isso é importante?

    Devido à gravidade e prognóstico desta patologia, procuramos reduzir a incidência da PAV, gerenciando e auditando o pacote de medidas (Bundle) para a sua prevenção, durante o período de internação dos pacientes sob ventilação mecânica na UTI.

    O que o nosso desempenho nos diz?

    Para a densidade de incidência de PAV, observamos uma redução gradual ao longo dos anos após a implementação do bundle de prevenção desta infecção (pacote de medidas preventivas aplicadas em conjunto, tais como manutenção do decúbito elevado, realização de higiene oral, interrupção diária da sedação visando a retirada precoce da ventilação mecânica dentre outras).

    *Referências:

    1-NHSN: National Healthcare Safety Netwwork é uma organização voluntária de vigilância sanitária dos Estados Unidos, vinculado ao CDC (Center for Diseases Control) Report 2012.
    2-COVISA: Coordenação de Vigilância a Saúde é responsável pela análise de indicadores de ocorrência de infecção hospitalar dos hospitais públicos e privados do município de São Paulo. Relatório 2014.

  • DENSIDADE DE INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA ASSOCIADA A CATETER CENTRAL NA UTI ADULTO

    Os cateteres venosos centrais são definidos como cateteres intravasculares cuja extremidade distal fica posicionada em grandes vasos ou no coração, que são utilizados para infusão, coleta de sangue ou monitorização hemodinâmica. As infecções de corrente sanguínea (ICS) estão entre as mais comumente relacionadas à assistência à saúde. Estima-se que cerca de 60% das bacteremias nosocomiais sejam associadas a algum dispositivo intravascular. Dentre os mais frequentes fatores de risco conhecidos para ICS, podemos destacar o uso de cateteres vasculares centrais.

    O que estamos mensurando?

    Estamos mensurando a ocorrência de infecções da corrente sanguínea com confirmação laboratorial associada a cateter central na UTI adulto do Hospital Paulistano.

    Fórmula do Cálculo: Densidade ICS

    Número de casos novos de ICS - CVC no período x 1000 número de dias de CVC no período (CVC-dia)

    * DI: Densidade de incidência de infecção

    Por que isso é importante?

    Grande parte das ICS-CVC pode ser prevenida por meio de programas que enfoquem educação continuada, capacitação dos profissionais de saúde, adesão às recomendações durante a inserção e manuseio dos cateteres, vigilância epidemiológica das infecções relacionadas à assistência à saúde e avaliação dos seus resultados. Nos últimos anos inúmeros estudos relataram o declínio das taxas de ICS-CVC quando seguidas as recomendações de boas práticas com o CVC.

    O que nosso desempenho nos diz?

    Desde 2010 notamos significativa redução desta taxa, sendo possível relacionar à implementação efetiva das medidas de prevenção, tais como higiene de mãos, barreira máxima durante a inserção, preparo da pele com clorexidina, seleção do sítio de inserção e revisão diária da necessidade de permanência do CVC com pronta remoção quando não houver indicação. Houve ligeiro aumento do índice no ano de 2014, mantendo-se, ainda, abaixo da referência regional; após ações de reforço para aderência aos protocolos institucionais, o índice apresentou nova queda em 2015.

    *Referências:

    1-NHSN: National Healthcare Safety Netwwork é uma organização voluntária de vigilância sanitária dos Estados Unidos, vinculado ao CDC (Center for Diseases Control) com 1545 hospitais que realizam a notificação das infecções hospitalares. Report 2012.
    2-COVISA: Coordenação de Vigilância a Saúde é responsável pela análise de indicadores de ocorrência de infecção hospitalar dos hospitais públicos e privados do município de São Paulo. Relatório 2014.

  • DENSIDADE DE INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO ASSOCIADA À SONDA VESICAL DE DEMORA NA UTI ADULTO

    Infecção do trato urinário (ITU) é a infecção hospitalar mais comum, compreendendo cerca de 40% de todas as infecções adquiridas em instituições de saúde. Cerca de 70% a 88% dos casos de ITU ocorrem em pacientes submetidos a cateterismo vesical.

    O que estamos mensurando?

    Estamos mensurando a ocorrência de infecções do trato urinário associada à sonda vesical de demora (ITU-SVD) na UTI Adulto do Hospital Paulistano.

    Fórmula do Cálculo: Densidade ITU

    Número de casos novos de ITU - SVD no período x 1000 número de dias de SVD no período (SVD-dia)

    * DI: Densidade de incidência de infecção

    Por que isso é importante?

    Está bem estabelecido que a duração do cateterismo relaciona-se diretamente com o risco de desenvolver ITU e que a ocorrência desta infecção aumenta o tempo de permanência hospitalar. Os estudos mostram que a ITU-SVD pode ser racionalmente prevenida através da aplicação de intervenções baseadas em evidências, tais como passagem do cateter vesical com técnica asséptica, cuidados com a manutenção da SVD, rever diariamente a necessidade de manutenção da SVD e removê-la sempre que possível, dentre outros.

    O que nosso desempenho nos diz?

    Desde 2010 notamos diminuição da ocorrência dessa infecção, sendo possível relacionar à implementação efetiva das medidas de prevenção. Em 2013 houve discreto aumento em relação a 2012, porém manteve-se bem abaixo dos índices dos anos anteriores à implantação do bundle de prevenção de ITU-SVD. Nos anos seguintes, o índice apresentou nova queda devido ao monitoramento e constante treinamento da equipe envolvida com o processo.

    *Referências

    1-NHSN: National Healthcare Safety Netwwork é uma organização voluntária de vigilância sanitária dos Estados Unidos, vinculado ao CDC (Center for Diseases Control) com 1545 hospitais que realizam a notificação das infecções hospitalares. Report 2012.
    2-COVISA: Coordenação de Vigilância a Saúde é responsável pela análise de indicadores de ocorrência de infecção hospitalar dos hospitais públicos e privados do município de São Paulo. Relatório 2014.

  • Percentual de profilaxia Tromboembolismo Venoso (TEV)

    O tromboembolismo venoso é responsável por eventos graves e/ou fatais, sendo a embolia pulmonar a complicação mais temida. É a principal causa de mortalidade evitável no meio hospitalar. Sua incidência é variável e depende das características do indivíduo (fatores de risco, causa da internação e perda da mobilidade induzida pela cirurgia ou pela doença).

    A estratificação do risco do paciente de desenvolver tromboembolismo aliada à efetiva adoção de medidas de profilaxia adequadas leva a redução do risco do desenvolvimento de tromboembolismo.

    O que estamos mensurando?

    Estamos mensurando a porcentagem dos pacientes cirúrgicos que realizaram prevenção para tromboembolismo venoso e que tiveram indicação de aplicação de um dos métodos preventivos.

    Formula para cálculo: % de profilaxia em Pacientes Cirúrgicos

    Total de Pacientes Cirúrgicos com profilaxia realizada Total de Paciente com indicação de prevenção no período x 100

    Por que isso é importante?

    A trombose ocorre quando fragmentos de coágulos (trombos) formados nas veias se desprendem e migram pela circulação podendo acarretar diversas complicações.

    O que nosso desempenho nos diz?

    A taxa de aderência ao protocolo de profilaxia tem se mantido acima da referência internacional para o indicador. Para melhorar a adesão ao protocolo são realizadas visitas diárias para busca de pacientes elegíveis para o protocolo, realizando intervenção imediata com as equipes quando possível, bem como análise dos casos de não adesão ao protocolo que impactaram em ocorrências de TEV.

    *Referência:

    Institute for clinical systems improvement: Venous Thromboembolism – Seventh Edition, 2006 – www.icai.org
    1- ENDORSE – Estudo Multinacional de Corte-Transversal sobre o Risco e a Profilaxia de Tromboembolismo Venoso em Pacientes Hospitalizados

  • PERCENTUAL DE EVENTOS – TROMBOEMLISMO VENOSO TEV

    O que estamos mensurando?

    Estamos mensurando a porcentagem dos pacientes com indicação para uso de método preventivo que desenvolveram alguma forma de tromboembolismo venoso durante a hospitalização.

    Formula para cálculo: % de Eventos de TEV ocorridos

    Total de Pacientes com Eventos no Período x100 Total de pacientes com indicação de uso de métodos preventivos no período

    Por que isso é importante?

    A trombose ocorre quando fragmentos de coágulos (trombos) formados nas veias se desprendem e migram pela circulação podendo acarretar diversas complicações.

    O que nosso desempenho nos diz?

    Desde 2010 o índice tem apresentado taxa abaixo da referência para o indicador. Verifica-se aumento do índice nos anos de 2011 e 2014 (em comparação ao ano imediatamente anterior), para aumentar a aderência, os profissionais envolvidos receberam reforço nas orientações e importância do método profilático para os pacientes elegíveis.

    *Referência:

    Institute for clinical systems improvement: Venous Thromboembolism – Seventh Edition, 2006 – www.icai.org
    1- ENDORSE – Estudo Multinacional de Corte-Transversal sobre o Risco e a Profilaxia de Tromboembolismo Venoso em Pacientes Hospitalizados

  • AVC - Tempo Médio Porta Agulha

    O tempo médio porta Agulha se refere ao tempo entre a chegada do paciente com indicação de trombólise endovenosa (< 4 horas e meia) e o início da infusão da medicação trombolítica. Esse é um indicador de qualidade da fase aguda do Acidente vascular cerebral isquêmico.

    O que estamos mensurando?

    Estamos mensurando o tempo entre a chegada do paciente e a aplicação da medicação.

    Formula para cálculo: Tempo Médio Porta Agulha

    Total de minutos até o inicio de trombólise Número total de casos de AVCI elegiveis para trombólise

    Por que isso é importante?

    Esse indicador mede o processo de atendimento do AVC na fase aguda da doença.

    O que o nosso desempenho nos diz?

    A meta mundial preconizada é de 60 minutos entre a chegada do paciente e a infusão da medicação. No ano de 2014 houve um ligeiro aumento do índice em comparação a essa meta, apresentando nova queda no ano de 2015 após reforço dos processos internos, fazendo com que nosso desempenho permaneça dentro dos padrões mundiais.

    *Referência:

    Adams HP, and AHA guidelines council. Guidelines for the early management of adults with ischaemic stroke. Stroke 2007; 38: 1655-1711.
    Ringleb P, Werner H and the ESO guideline council. Guidelines for management of ischaemic stroke and transient ischaemic attack 2008. www.eso-stroke.org

  • AVC - Terapia Antitrombótica na Alta

    É muito importante que o paciente que tem indicação receba antitrombóticos (ácido acetilsalicílico ou clopidogrel) na alta como forma de prevenção secundária, ou seja, essas medicações evitam que o paciente que já teve um AVC tenha um novo evento vascular.

    O que estamos mensurando?

    Estamos mensurando um desfecho de saída do paciente, ou seja, um indicador que o processo de atendimento do AVC está funcionando até a alta do paciente.

    Formula para cálculo: Terapia Antitrombótica na Alta

    Pacientes com AVCI com prescrição de terapia antitrombótica na alta Pacientes com AVCI elegíveis X 100

    Por que isso é importante?

    Esse indicador mede o processo de atendimento do AVC da alta hospitalar, dando atenção ao paciente de forma integral durante a internação.

    O que o nosso desempenho nos diz?

    No ano de 2015 alcançamos 100% de pacientes com alta com indicação de antitrobóticos, ficando acima da meta mundial.

    *Referência:

    Adams HP, and AHA guidelines council. Guidelines for the early management of adults with ischaemic stroke. Stroke 2007; 38: 1655-1711.
    Ringleb P, Werner H and the ESO guideline council. Guidelines for management of ischaemic stroke and transient ischaemic attack 2008. www.eso-stroke.org
    GWTG: Programa de qualidade da American Stroke Association, o Get with the Guidelines.

  • Cuidados Paliativos – Pesquisa de Satisfação do Programa Dados do ano de 2013

    Cuidado Paliativo é uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a vida. A equipe interdisciplinar presta este tipo de cuidado através da gestão eficaz da dor e de outros sintomas angustiantes, incorporando ao mesmo tempo atenção psicosocial e espiritual de acordo com as necessidades, valores, crenças e cultura do paciente e sua família.

    Este indicador avalia o grau de satisfação dos pacientes e/ou familiares com o atendimento prestado pela equipe de cuidados paliativos. Nele, é mensurado o percentual de respostas "ótimo" e "bom" na pesquisa de satisfação do programa.

    O que estamos mensurando?

    Estamos mensurando o grau de satisfação dos pacientes/familiares com o atendimento prestado pela equipe de cuidados paliativos.

    Formula para cálculo: Terapia Antitrombótica na Alta

    Nº de itens pontuados “ótimo” e “bom” na pesquisa de satisfação do programa nº total de itens pontuáveis da pesquisa x 100

    Total de entrevistados

    2- Itens avaliados:

    1.Como você avalia a atuação da Equipe de Cuidados Paliativos no controle da dor e outros sintomas do paciente?
    2.Como você avalia a atenção que a Equipe de Cuidados Paliativos dispensa ao paciente e seus familiares?
    3.Como você avalia o modo que a Equipe de Cuidados Paliativos envolve o paciente e seus familiares nas decisões sobre o tratamento?
    4.Como você avalia o respeito dispensado pela Equipe de Cuidados Paliativos?
    5.Como você avalia a importância da Equipe de Cuidados Paliativos?
    6.Como você avalia a forma como a Equipe de Cuidados Paliativos informa sobre a doença do paciente?

    Por que isso é importante?

    É importante para avaliar a qualidade da assistência, comunicação, respeito e acolhimento dispensados pela equipe de cuidados paliativos aos pacientes e familiares.

    O que o nosso desempenho nos diz?

    Nosso desempenho mostra que estamos atendendo as expectativas dos nossos pacientes e familiares, entretanto há espaço para melhorias.

    *Referência:

    1. Worls Health Organization. WHO definitions of palliative care. who.int/cancer/palliative/definition/en. Acessado 16 abril. 2014.
    2. Quality indicators for palliative care: A systematic review. J Pain Sympton Manage 2009;38:145-156.

    VEJA TAMBÉM